quarta-feira, 26 de março de 2014

Há uma gota de sangue em cada poema

Há uma gota de sangue em cada poema Assim como há resquício de barro Nas estradas asfaltadas E ruínas pelo impacto das guerras e catástrofes Há em cada poema uma lágrima; Assim como ecoa aplausos e vaias Da grande semana! Onde sobra Pedaços mastigados na antropofagia Mário não desperdiçaria uma idéia Sem que esfacelasse fontes, rituais e oferendas. Há uma gota de suor em cada letra E em cada verso um gozo de dor Por que sempre a dor do poeta? Simples… É exatamente aí que sucumbi As mágoas de exprimir pelo dom; E despedir a força vital paulatinamente… Mas há de deixar cada poeta, em cada página seca A ata boêmia, idéia difusa e sua vida latente! – Mário de andrade

Um comentário: